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sábado, 22 de dezembro de 2012

Proposta Pedagógica



Proposta Pedagógica:
- É a representação da identidade de cada escola, é o documento oficial em que estão registrados todos os procedimentos, recursos e metas da escola.
Orienta todas as ações da escola.
É a base para a realização dos ajustes necessários.
É o registro do planejamento coletivo e de um amplo processo de negociação com todos os atores da escola (gestores, professores, pais, alunos e funcionários)
Deve ser modificado, todos os anos, mediante a avaliação das ações realizadas no ano anterior e a projeção para o ano que se inicia.
É um texto aberto, para atender a realidade da escola.
Envolve sempre um movimento contrario de planejamento – ação – avaliação – planejamento......

PASSOS PARA A CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA  PEDAGÓGICA

1 – Para construir a Proposta Pedagógica é preciso que equipe gestora, professores, funcionários, alunos e pais saibam o que ela significa.
2 – A Proposta Pedagógica é a intenção de a escola e seus profissionais realizarem um trabalho de qualidade. Ela será o resultado de reflexões e questionamentos de seus profissionais sobre o que é a escola hoje e o que poderá a vir a ser. Visa, pois, a inovar a prática pedagógica da escola e elevar a qualidade do ensino.
3 – A Proposta Pedagógica não começa de uma só vez, e não nasce pronta. Não é obra exclusiva do diretor, ou do professor coordenador, mas sim de um grupo que engloba, no início, equipe gestora e corpo docente. Com o tempo, incluirá todo o coletivo escolar.
4 – Durante a construção da Proposta Pedagógica, os educadores explicitam seus propósitos, apontam metas e objetivos comuns, vislumbrando caminhos para melhorar a atuação da escola. A Proposta Pedagógica confere identidade à escola como uma instituição que tem personalidade própria, por refletir o pensamento do seu coletivo.
5 – Na construção da Proposta Pedagógica, a escola deve levar em consideração as práticas e necessidades da comunidade escolar, as diretrizes nacionais, e as normas, regulamentos e orientações curriculares e metodológicas do seu sistema. No nosso caso, esse sistema é o estadual.
6 – A Proposta Pedagógica é, ao mesmo tempo, um dever e um direito da escola. Deve ser um instrumento democrático, abrangente e duradouro.
7 – Os princípios, nos quais se baseia a Proposta Pedagógica, são: garantia de acesso e permanência, com sucesso, do aluno na escola; gestão democrática; valorização dos profissionais da educação; qualidade do ensino; organização e integração curricular; integração escola/família/comunidade e autonomia. Esses princípios estão todos interligados: alunos de escolas que contam com a participação dos pais apresentam melhor rendimento e menor taxa de evasão. Escolas que se articulam com a comunidade geralmente oferecem uma educação de melhor qualidade aos seus alunos. A integração escola/comunidade, por sua vez, será sempre decorrência de uma gestão democrática, ou seja, a abertura e o incentivo, proporcionados pela direção, para a participação dos vários segmentos da comunidade na vida escolar. Na medida em que a escola se democratiza, coloca em discussão com a sua comunidade o que vem realizando. Disso resulta certa autonomia, principalmente para as ações pedagógicas. Todavia, autonomia não é sinônimo de soberania, uma vez que a unidade escolar pertence, e se vincula, a um determinado sistema.


8 – Há três fases bem definidas na construção da Proposta Pedagógica:
1ª fase – diagnóstico – Como é nossa escola? Nessa fase, levantam-se informações sobre o trabalho que a escola vem realizando, ou seja, a sua prática pedagógica. A comunidade escolar analisa e debate esses dados, sugerindo medidas para as eventuais alterações.

O que fazer? Nesta fase, a escola coletará dados sobre sua realidade, e irá analisá-los, do ponto de vista qualitativo e quantitativo: tanto os que significam dificuldades, quanto os que representam sucesso.
Como fazer? A partir do trabalho que a escola vem realizando, seus membros farão uma série de questionamentos, entre os quais: Como é o contexto sócio-político-economico da escola?; Qual tem sido a função da nossa escola?; Com tem sido a participação dos pais na vida da escola?; Que resultados a nossa escola está apresentando para a sociedade?; Como nossa escola tem considerado os alunos, na relação ensino aprendizagem?
Na fase do diagnóstico, a escola identificará os recursos humanos e financeiros disponíveis. É preciso saber como a escola funciona como o processo pedagógico é acompanhado e avaliado. Na medida em vamos coletando informações, para conhecermos nossos problemas, vamos também encontrando soluções para eles.
O diagnóstico da escola será feito, considerando-se as suas dimensões.
As estratégias para esse diagnóstico irão variar, de acordo com a realidade de cada escola. Sugere-se: análise da evolução das matrículas; índices de aprovação, reprovação e evasão; situação socioeconômica das famílias; análise e interpretação de avaliações externas; análise de estudos sobre a situação da educação básica; ciclos de debates com a comunidade, destacando-se a realidade da escola.
2ª fase – Que identidade a escola quer construir? – Não basta apenas a escola realizar seu diagnóstico. Após avaliar-se, ela precisa buscar uma fundamentação que oriente a ação conjunta dos seus segmentos. A prática precisa estar sustentada em uma teoria.

O que fazer? Nessa fase, será fundamental levantar as concepções que o coletivo tem do trabalho pedagógico, visando propor inovações no cotidiano escolar. É preciso conhecer o que cada segmento pensa a respeito da educação, a fim de estabelecer uma linha de ação que o coletivo considere prioritária para o trabalho escolar.
Como fazer? Fazer sempre através de questionamentos de todos a respeito de suas concepções: Que tipo de sociedade nossa escola quer? Que cidadão nossa escola deseja formar? O que entendemos por educação? Que escola pretendemos construir? Como concebemos a gestão da escolar? Qual nossa compreensão de currículo? Qual será a missão da nossa escola? Qual é a visão da nossa escola sobre avaliação? Como nossa escola encara a questão metodológica? Que tipo de relação nossa escola quer manter com a comunidade local? Que tipo de profissional temos qual queremos? De que profissionais precisamos?
Das respostas a essas questões resultará um posicionamento político-pedagógico, o que levará a uma definição das concepções e ações a serem compartilhadas pelos seus autores. Portanto, a identidade, a “ cara” da escola, resultará dessas concepções, o que, de alguma forma, unificará o trabalho coletivo.
3ª fase – Como executar as ações definidas pelo coletivo? – Uma vez estabelecidas as concepções do coletivo, é preciso definir: as prioridades da escola; as ações que a escola irá desenvolver; as pessoas que irão realizá-las. É nessa fase que a escola irá definir a maneira pela qual superará os desafios do seu cotidiano, discutindo e aproveitando as propostas apresentadas pelos participantes. É necessário identificar os segmentos que vão realizar as ações que representam o desejo do coletivo.

Muitas ações, de cunho pedagógico, serão realizadas, evidentemente, pela direção, coordenação e corpo docente.
Outra questão importante nesta fase é saber se as soluções apontadas são criativas, realistas, e se serão capazes de superar as dificuldades identificadas pelo coletivo.
A necessidade de avaliação permanente. A constante avaliação da Proposta Pedagógica é a garantia do seu sucesso. É essa avaliação que vai identificar os rumos que a escola vem tomando. Considerando as diversas funções da avaliação, seria interessante responder às seguintes indagações: Em que medida os desafios foram atendidos, na Proposta Pedagógica? Quais os novos desafios que estão surgindo no percurso? As ações propostas foram desenvolvidas? Quais são os seus efeitos?

Também será importante definir formar claras de acompanhamento e avaliação das ações, assim como os segmentos que ficarão responsáveis por elas. O acompanhamento da Proposta Pedagógica deverá ter por base os dados obtidos, possibilitando à escola a análise dos resultados de seus esforços, fazendo com que eventuais problemas possam ser resolvidos, enquanto ainda é tempo de resolvê-los.
Assim, as três perguntas que guiaram toda a discussão: Como é a nossa escola? Que identidade nossa escola quer construir? Como executar as ações definidas pelo coletivo?- são orientadoras da Proposta Pedagógica e dever ser objeto do processo de avaliação.

9 – Articulações da Proposta Pedagógica com a prática pedagógica – Para que isso seja possível, a escola necessita de um Planejamento, onde organizará seu trabalho e sua prática pedagógica, de modo que as ações implementadas se articulem, promovendo uma educação de qualidade, conforme o proposto, pelo coletivo, na Proposta Pedagógica.

A prática pedagógica remete-nos à elaboração do currículo, ao conhecimento selecionado e organizado socialmente, peças fundamentais no processo de aprendizagem. Por isso, é preciso responder às seguintes perguntas: Para quem são selecionados os conteúdos?; A quem interessam os conteúdos selecionados?; Por que alguns conteúdos são selecionados, e outros, não? Quem seleciona esses conteúdos?
10 – Revendo o cotidiano escolar – Ao tempo em que não se falava da construção da Proposta Pedagógica, o Planejamento caracterizava-se por uma atividade quase burocrática: a elaboração dos programas que cada professor iria desenvolver ao longo do ano.

A partir do momento em que as escolas voltaram-se para a construção da Proposta Pedagógica, o Planejamento passou a incluir uma profunda reflexão na montagem dos conteúdos programáticos. Assim, é preciso termos clareza de que a relação entre Proposta Pedagógica e o Planejamento é bem próxima, embora tenham eles significados distintos:
- A Proposta Pedagógica busca a construção da identidade da escola; estabelece seu direcionamento; almeja o comprometimento da comunidade escolar com uma visão comum e compartilhada da educação. É portanto, a norteadora de todas as práticas da escola;
- O Planejamento é o processo de uma ação organizada que pretende transformar a escola. Ele tem diferentes abordagens em diferentes partes do país. No sistema escolar público do Estado de São Paulo, recebe a denominação de
11 – A função social da escola pública – Para que a gestão do trabalho na escola pública ocorra de forma organizada, é necessário ter-se clareza da sua função social, da sua missão, dos objetivos estratégicos que precisam ser desenvolvidos a fim de que os planos de ação assegurem o sucesso da escola,

12 – O envolvimento de todos –  A construção e a implementação dos planos de ação devem ser compartilhadas por todos os segmentos da escola. Nem todos farão tudo, mas é importante que todos tenham acesso às informações sobre o Plano de Gestão e o acompanhamento das ações, evitando-se que alguns pensem e outros façam, sem saber por que o fazem.

13 – Características organizacionais que favorecem o sucesso da escola – Autonomia - garante espaços de participação e decisão da comunidade; Gestão democrática – promove estratégias de ação compartilhada e estimula o compromisso individual e coletivo na realização de projetos;Articulação curricular – coordena adequadamente os planos de ensino e as estratégias de ensino e aprendizagem; Otimização – evita possíveis desarticulações curriculares e pedagógicas; Capacitação profissional – promove novas competências por meio de formação em serviço articulada a Proposta Pedagógica; Participação dos pais – fortalece o comprometimento destes em decisões que lhes dizem respeito; Reconhecimento público da escola – fortalece a identidade da escola diante da comunidade interna e externa e Apoio das autoridades – permite uma integração da escola com seu contexto fortalecendo a autonomia.

14 – Relações da Proposta Pedagógica com o Regimento Escolar - As escolas trabalham com grupos heterogêneos. Muitas vezes, a convivência  entre os participantes fica comprometida, em decorrência de uma série de mal-entendidos. Por isso, é necessário que as normas sejam muito bem definidas, pelo coletivo. A materialização dessas normas será o Regimento Escolar, cujas diretrizes encontram-se na Proposta Pedagógica.

O cotidiano escolar apresenta, às vezes, situações conflitantes, que se repetem, e que demandam decisões rápidas. O Regimento Escolar é o instrumento que permite à equipe gestora tomar essas decisões, com base nos princípios e normas estabelecidas pelo grupo. Para que o Regimento favoreça essas ações, é necessário, que, na elaboração da Proposta Pedagógica, os problemas do cotidiano sejam abordados. Por exemplo, na questão das normas de convivência, o regimento estabelece os direitos e deveres de todos os segmentos. No entanto, na maioria das vezes, as penalidades são aplicadas apenas aos alunos. O aluno que chega atrasado é punido, o que nem sempre acontece com um professor na mesma situação.
CONCLUSÃO:

A construção da Proposta Pedagógica é um processo que compreende três momentos distintos e interligados:
-          Diagnóstico da realidade da escola;

-          Identidade da escola, decorrente do levantamento das concepções do coletivo;

-          Programação das ações a serem desenvolvidos pelo coletivo.

Todos esses momentos passam por um processo de avaliação, o que permite ao grupo caminhar do real para o possível, desenvolvendo as ações necessárias e pertinentes.
A pergunta inicial, “ por que construir coletivamente a Proposta Pedagógica?”, sempre terá que ser feita, para que as ações não se tornem um mero cumprimento de tarefas.
A AVALIAÇÃO
Teoricamente, a avaliação é reconhecida como um meio de fornecer informações sobre o processo ensino aprendizagem e que serve tanto para o professor conhecer os resultados de seu trabalho, como para o aluno verificar seu desempenho. Nesse sentido, a avaliação é parte do processo e deveria ser elemento norteador da análise crítica ou até de modificações no trabalho desenvolvido.
Vários são os aspectos que necessitam ser repensados:
1 – a utilização dos resultados da avaliação como um dos elementos norteadores do trabalho docente:
A programação curricular feita no inicio de cada ano letivo, não pode ser entendida como um processo estático, tal como é considerada com freqüência. É um trabalho contínuo e permanente que deve levar em conta entre outras, as características sócio-economico-culturais dos alunos, seus interesses, suas habilidades, situações não previstas e os resultados da avaliação.
Assim, por exemplo, se a avaliação não fornece os resultados esperados, cabe aos professores diagnosticar as causas de tal situação. Pode ser que o problema esteja no tipo de conteúdo desenvolvido, na metodologia de ensino empregada, na própria forma de avaliar ou em algum outro aspecto. De qualquer maneira, o importante é buscar os fatores mais determinantes do insucesso e, a partir daí, rever o que for necessário e dar uma nova oportunidade aos alunos.
No que se refere à concepção pedagógica que norteia o Currículo, esse papel da avaliação é de fundamental importância. Garante uma postura de permanente indagação do professor perante suas propostas de ensino, transformando cada plano de aula numa hipótese a ser testada em sala de aula, conferindo ao ensino um caráter de pesquisa e dando suporte à perspectiva de flexibilidade da proposta perante a realidade escolar.
2 – o uso de mais de uma forma de avaliação para a verificação do desempenho do aluno:
O que tem ocorrido comumente é a verificação do aproveitamento do aluno apenas por meio de procedimentos formais, isto é, aplicação de provas escritas no final do mês ou do bimestre. Esse tipo de avaliação, isoladamente, não tem condições de aferir todos os progressos que o aluno alcançou.
Assim, em uma prova escrita não há possibilidade, por exemplo, de avaliar as mudanças de atitudes dos estudantes, os avanços na sua capacidade de expressão oral ou na habilidade de manipular os materiais de laboratório.
Ao avaliar, realmente, o desempenho do aluno, convém considerar também os dados obtidos continuamente pelo professor, a partir de observações feitas, que levem em conta os aspectos citados e outros que traduzem seu aproveitamento.
A avaliação feita pelo próprio aluno ( a auto avaliação) é uma modalidade de verificação de aprendizagem, que bem orientada, pode ser muito construtiva, no sentido de favorecer a análise critica sobre seu próprio desempenho. Essa prática tem a vantagem de retirar a postura passiva que o aluno é obrigado a assumir, quando da utilização das outras formas de avaliação.
 3- A aplicação dos vários tipos de instrumentos para avaliar a aprendizagem:
Os instrumentos variados devem ser aplicados de forma gradativa e periódica, em função do desenvolvimento dos alunos, do curso e das informações que o professor requer, para verificar o desempenho de cada aluno.
Cada tipo de instrumento apresenta características especificas, que abrangem possibilidades e limitações; portanto, convém usar diversas modalidades, conforme os objetivos visados: questões de resposta livre, provas práticas e outras, de forma que a avaliação seja bastante ampla e diversificada.
Em síntese, usar um tipo apenas de instrumento é sempre temerário, pois cada um tem possibilidades e limitações. A multiplicidade de instrumentos leva ao aperfeiçoamento do processo, além de atender à diversidade de estudantes e de objetivos.
Portanto, qualquer que seja o tipo de instrumento escolhido, convém considerar o estágio de desenvolvimento do aluno, o objetivo pretendido, o tipo de conteúdo desenvolvido, o método e a estratégia utilizada. Todos esses aspectos estão inter relacionados e não podem ser planejados e desenvolvidos isoladamente.
4 – O desempenho do aluno deve estar refletido no conceito que foi atribuído:
A avaliação do aluno não deve estar em função da classe, mas deve obedecer o seu ritmo de aprendizagem, em termos de desenvolvimento de atitudes e construção de conhecimentos.
Além disso, a avaliação de aproveitamento não pode basear-se na média dos conceitos obtidos pelo aluno, no decorrer de um período, mas deve incidir sobre a sua atuação e progresso nas diferentes e sucessivas experiências de aprendizagem. Por exemplo, um aluno que teve um desempenho comparativamente pior do que outro pode, contudo, ter-se aplicado muito mais e, inclusive, obtido um rendimento até maior, se torrarmos como referencia as respectivas situações iniciais.

Cabe observar que a atribuição de nota (número) ao aluno tem sido a principal discussão dos professores. Eles têm insistido que a melhor forma de expressar o desempenho é por meio da nota. Reconhece-se, entretanto, que essa problemática não é fundamental. Atribuição da nota é apenas o momento final, é a formalização de todo um processo. Se esse processo for inadequado, o valor atribuído ao desempenho do aluno apenas reforçará ainda mais sua deficiência.

A RELEVÂNCIA DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

As dificuldades para consecução de uma avaliação diagnóstica

O fato de haver sérios problemas de avaliação do alunado, mormente nas escolas públicas, não é de surpreender. Trata-se de tema relativamente complexo e, por isso, merecedor de capacitação dos docentes para que se possa substituir a avaliação classificatória predominante entre grande parte dos professores, pela avaliação diagnóstica.
O estudo e a reflexão sobre a avaliação diagnóstica, levando em consideração a realidade que cerca os docentes, estimulando-os a alterar, no que for possível, sua maneira de avaliar os alunos.
É bom lembrar que aprova-los ou reprova-los, hoje, com a progressão continuada, deixou de ter importância, posto que, realizada ou não a avaliação classificatória, os alunos estarão promovidos ao final do ano interior dos ciclos.
A eliminação das retenções deve ser um desafio ao professor para que busque novos caminhos em seu trabalho, em sala de aula, impedindo que se confunda progressão continuada com promoção automática. O fato de muitos alunos serem promovidos, aleatoriamente, deveria ser objeto de profunda reflexão para nós, educadores, interessados na aprendizagem de nossos alunos.
Afinal, ao avaliar alunos, pretendemos detectar problemas em sua aprendizagem e soluciona-los ou, simplesmente, testa-los sobre o conhecimento  que procuramos transmitir em nossas aulas, para classifica-los como alunos com bom ou mau desempenho?
Essas duas questões distinguem a avaliação diagnóstica da classificatória.
Para muitos professores, até por falta de informação, discussão e reflexão nas HTPCs, sobre o assunto, “ avaliar” significa aplicar provas para as quais são estabelecidas questões sobre um determinado conteúdo, que os alunos deveriam ter assimilado(?), a fim de obter um desempenho de acordo com parâmetros, consciente ou inconscientemente rígidos, determinados pelos docentes. Ou, ainda, solicitar trabalhos e pesquisas para melhorar a “ nota”, que, quase sempre, se resumem a cópias de livros ou enciclopédias a ser entregues em data fixada, trabalhos sobre os quais, às vezes, sequer se tecem comentários pertinentes.
Generalizadamente, entre os docentes, pelas razões acima explicitadas, a prova constitui o alfa e ômega das avaliações. As demais formas de avaliação constituiriam apenas algo ancilar e aleatório. Aplicam-na, alguns professores, com base em conteúdos trabalhados ao longo de um espaço de tempo, onde fica implícita a maneira pela qual os alunos deveriam responder às questões propostas, quase sempre dez, para facilitar a distribuição dos valores atribuídos a cada uma delas. Ao corrigi-las, é colocado um X nas respostas em desacordo com as concepções que o professor faz do conteúdo, um C nas que coincidem com seu ponto de vista e, se condescendente, um “ C cortado” para as resposta ( as “ meio certas” ), que contenham algo que se aproxime do questionamento efetuado.
Costumeiramente, as provas são devolvidas aos alunos nesse estado e não se fala mais nisso.
Evidentemente, não estamos desclassificando as “ provas” como um dos instrumentos de avaliação, mas estamos questionando a maneira como elas são aplicadas.
Muitos professores não se dão conta de que essa forma de avaliação quase sempre, caracteriza a simples devolução de conteúdos cuja assimilação, ainda que conseguida por alguns privilegiados, não resulta, no mais das vezes, em aprendizagem real para esses mesmos privilegiados e, muito menos, para a maioria dos avaliados. Pois os conteúdos, objeto das avaliações, tornam-se, às vezes, irrelevantes, na medida em que as questões não foram preparadas com base em objetivos bem definidos, ou formulados para a aplicação em situações novas, a partir de conhecimentos teoricamente assimilados(?) pelos alunos.
Justamente por relacionar os alunos com base no bom ou mau aproveitamento, é que essas “ provas” recebem o nome de classificatórias. Classificatórias porque avaliam os alunos de acordo com seu desempenho, num determinado momento, em comparação com os resultados do conjunto da classe, sem que o aluno tenha a oportunidade de expor seus pontos de vista sobra suas respostas, sobre as hipóteses que teriam levantado para a solução das questões propostas e a possibilidade de aprender a partir de erros passiveis de serem revistos, se tais questões fossem discutidas com a classe.
Assim, no momento em que o professor elaborar provas cujas questões forem formuladas a partir de objetivos definidos, aplicando-as em situações novas e, após a correção, forem elas discutidas com os alunos para solucionar seus problemas de aprendizagem, a prova classificatória transforma-se numa avaliação diagnóstica.
Ora, toda e qualquer forma de avaliação, sejam provas, trabalhos em grupo, pesquisa, participação do aluno nas atividades rotineiras de sala de aula, deverá, sempre, constituir-se  em novo momento de descoberta e possibilidade de novas aprendizagens, ou seja, algo dinâmico e não estático.

Os professores  podem criar mecanismos que permitam:
Adequar o número de alunos que regem com avaliações diagnósticas, ou seja, aquelas em que o professor observa e registra, em muitas ocasiões, os progressos dos alunos no cotidiano da sala de aula; Leva-los a discutir com os alunos problemas de aprendizagem, detectados na avaliação de provas elaboradas a partir de objetivos bem definidos e aplicadas em situações novas, ainda que de forma simples; Valorizar as realizações dos alunos, das mais simples às mais complexas ( elevando a auto estima daqueles que apresentam  maiores dificuldades), que constituam um novo momento de aprendizagem.
Assim, agindo, estarão os professores dando um passo gigantesco na eliminação da avaliação classificatória e elevando, sobremaneira, a qualidade de ensino em suas aulas.
Alguns professores poderão dizer que: “ o mundo lá fora promove a classificação, por exemplo, o vestibular”. Alertamos para a reflexão de que a escola tem uma função de promover a formação de crianças e jovens  e não classifica-los ou excluí-los.
Atenção, também, para jamais confundir avaliação diagnóstica com libertinismo avaliatório no qual o “professor bonzinho” distribui valores positivos em grande quantidade para, muitas vezes, livrar-se de aborrecidas correções de provas e trabalhos.
Mais danoso que uma avaliação classificatória é a avaliação aleatória, ou seja, nenhuma avaliação.




I- Elaborando o Projeto Pedagógico

2. Dezesseis Passos para a Construção do Projeto Pedagógico

Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto

1 - Para construir o Projeto Pedagógico é preciso que direção, professores, funcionários, alunos e pais saibam o que ele significa. Para as escolas que ainda têm dúvidas na elaboração do seu Projeto Pedagógico, ressaltamos que a leitura e discussão desse artigo pelos professores, no primeiro dia de planejamento, contribuirão para a compreensão do tema.

2 - O Projeto Pedagógico é a intenção de a escola e seus profissionais realizarem um trabalho de qualidade. Ele será o resultado de reflexões e questionamentos de seus profissionais sobre o que é a escola hoje e o que poderá a vir a ser.Visa, pois, a inovar a prática pedagógica da escola e elevar a qualidade do ensino.

3 - O Projeto Pedagógico não começa de uma só vez, e não nasce pronto. Não é obra exclusiva do diretor, ou do professor coordenador, mas sim de um grupo que engloba, no início, coordenação, direção e corpo docente. Com o tempo, incluirá todo o coletivo escolar.

4 - Durante a construção do Projeto Pedagógico, os educadores explicitam seus propósitos, apontam metas e objetivos comuns, vislumbrando caminhos para melhorar a atuação da escola. O Projeto Pedagógico confere identidade à escola como uma instituição que tem personalidade própria, por refletir o pensamento do seu coletivo.

5 - Na construção do Projeto Pedagógico, a escola deve levar em consideração as práticas e necessidades da comunidade escolar, as diretrizes nacionais, e as normas, regulamentos e orientações curriculares e metodológicas do seu sistema. No nosso caso, esse sistema é o estadual.

6 - O Projeto Pedagógico é, ao mesmo tempo, um dever e um direito da escola. Deve ser um instrumento democrático, abrangente e duradouro.

7 - Os princípios, nos quais se baseia o Projeto Pedagógico, são: garantia do acesso e permanência, com sucesso, do aluno na escola; gestão democrática; valorização dos profissionais da educação; qualidade do ensino;organização e integração curricular; integração escola/família/comunidade; autonomia.

Esses princípios estão todos interligados: alunos de escolas que contam com a participação dos pais apresentam melhor rendimento e menor taxa de evasão. Escolas que se articulam com a comunidade geralmente oferecem uma educação de melhor qualidade aos seus alunos. A integração escola/comunidade, por sua vez, será sempre decorrência de uma gestão democrática, ou seja, a abertura e o incentivo, proporcionados pela direção, para a participação dos vários segmentos da comunidade na vida escolar. Na medida em que a escola se democratiza, coloca em discussão com a sua comunidade o que vem realizando. Disso resulta certa autonomia, principalmente para as ações pedagógicas. Todavia, autonomia não é sinônimo de soberania, uma vez que a unidade escolar pertence, e se vincula, a um determinado sistema.

8 - Há três fases bem definidas na construção do Projeto Pedagógico:

1ª fase - Diagnóstico:

Como é a nossa escola?
Nessa fase, vamos levantar informações sobre o trabalho que a escola vem realizando, ou seja, a sua prática pedagógica. A comunidade escolar vai analisar e debater esses dados, sugerindo medidas para as eventuais alterações.

O que fazer?
Nesta fase, a escola coletará dados sobre sua realidade, e irá analisá-los, do ponto de vista qualitativo e quantitativo: tanto os que significam dificuldades, quanto os que representam sucesso.

Como fazer?
A partir do trabalho que a escola vem realizando, seus membros farão uma série de questionamentos, entre os quais:
- Como é o contexto sócio-político-econômico da escola?
- Qual tem sido a função da nossa escola?
- Como tem sido a participação dos pais na vida da escola?
- Que resultados a nossa escola está apresentando para a sociedade?
- Como nossa escola tem considerado os alunos, na relação ensino-aprendizagem?

Na fase do diagnóstico, a escola identificará os recursos humanos e financeiros disponíveis. É preciso saber como a escola funciona, como o processo pedagógico é acompanhado e avaliado. Muitas vezes, a escola está fragilizada por culpa de uma gestão inadequada; outras vezes, por falta de recursos; outras, ainda, por falta ou despreparo de seus profissionais. Na medida em que vamos coletando informações, para conhecermos nossos problemas, vamos também encontrando soluções para eles.

Ao se conhecer as pessoas e o funcionamento da escola, começa-se a observar que há em cada segmento da comunidade escolar (professores, funcionários, alunos, pais) o desejo de mudar alguma coisa, visando melhorar o desempenho da escola. Os serventes gostariam que ela fosse mais limpa; os funcionários da secretaria, que a documentação estivesse em melhor ordem; os professores, que houvesse mais disciplina e melhor organização, facilitando seu trabalho em sala de aula. Como todos desejam alguma coisa, falta apenas articular esses desejos, com o fim de construir-se uma proposta capaz de mudar os rumos da escola.

O diagnóstico da escola será feito, considerando-se os seus aspectos pedagógicos, administrativos, financeiros e jurídicos.

No aspecto pedagógico, deverão ser analisados: proposta pedagógica (objetivos e conteúdos, metodologias de ensino e processos de avaliação); faixas etárias, posição social, necessidades e valores dos alunos; dados sobre repetência e evasão; relação idade/série; estratégias para recuperação dos alunos com menor ou baixo rendimento escolar; valorização dos profissionais da educação.

No aspecto administrativo, recursos materiais e humanos; composição das equipes; nível de organização da escola; qualificação e atualização dos professores.
No aspecto financeiro, recursos disponíveis; necessidades e carências; formas de aplicação das verbas, tendo-se como prioridade o processo ensino-aprendizagem.
No aspecto jurídico, a relação que a escola mantém com a sociedade e com as várias instâncias do seu sistema de ensino; a sua autonomia, dentro dos princípios da legalidade, e com responsabilidade.

As estratégias para esse diagnóstico irão variar, de acordo com a realidade de cada escola. Sugere-se: análise da evolução das matrículas; índices de aprovação, reprovação e evasão; situação socioeconômica das famílias; análise e interpretação de avaliações externas- SARESP, SAEB, ENEM-; análise de estudos sobre a situação da educação básica; ciclos de debates com a comunidade, destacando-se a realidade de cada escola.

2ª Fase - Que identidade a escola quer construir?

Não basta apenas a escola realizar seu diagnóstico. Após avaliar-se, ela precisa buscar uma fundamentação que oriente a ação conjunta dos seus segmentos. A prática precisa estar sustentada em uma teoria.

O que fazer?
Nessa fase, será fundamental levantar as concepções que o coletivo tem do trabalho pedagógico, visando propor inovações no cotidiano escolar. É preciso conhecer o que cada segmento pensa a respeito da educação, a fim de estabelecer uma linha de ação que o coletivo considere prioritária para o trabalho escolar.

Como fazer?
Fazer sempre através do questionamento de todos a respeito de suas concepções: Que tipo de sociedade nossa escola quer? Que cidadão nossa escola deseja formar? O que entendemos por educação? Que escola pretendemos construir? Como concebemos a gestão escolar? Qual é a nossa compreensão de currículo? Qual será a missão da nossa escola? Qual é a visão da nossa escola sobre avaliação? Como nossa escola encara a questão metodológica? Que tipo de relação nossa escola quer manter com a comunidade local? Que tipo de profissional temos e qual queremos? De que profissionais precisamos?

Das respostas a essas questões resultará um posicionamento político- pedagógico, o que levará a uma definição das concepções e ações a serem compartilhadas pelos seus autores. Portanto, a identidade, a "cara" da escola, resultará dessas concepções, o que, de alguma forma, unificará o trabalho do coletivo.

3ª fase- Como executar as ações definidas pelo coletivo?

Uma vez estabelecidas as concepções do coletivo, é preciso definir:
- as prioridades da escola;
- as ações que a escola irá desenvolver;
- as pessoas que irão realizá-las.

É nessa fase que a escola irá definir a maneira pela qual superará os desafios do seu cotidiano, discutindo e aproveitando as propostas apresentadas pelos participantes. É necessário identificar os segmentos que vão realizar as ações que representam o desejo do coletivo.
Muitas dessas ações, de cunho pedagógico, serão realizadas, evidentemente, pela direção, coordenação e corpo docente.

Outra questão importante nesta fase é saber se as soluções apontadas são criativas, realistas, e se serão capazes de superar as dificuldades identificadas pelo coletivo.

A necessidade de avaliação permanente

A constante avaliação do Projeto Pedagógico é a garantia do seu sucesso.É essa avaliação que vai identificar os rumos que a escola vem tomando. Considerando as diversas funções da avaliação, seria interessante responder às seguintes indagações: Em que medida os desafios foram atendidos, no Projeto Pedagógico? Quais os novos desafios que estão surgindo no percurso? As ações propostas foram desenvolvidas? Quais são os seus efeitos?

Também será importante definir formas claras de acompanhamento e avaliação das ações, assim como os segmentos que ficarão responsáveis por elas.

O acompanhamento do Projeto Pedagógico deverá ter por base os dados obtidos, possibilitando à escola a análise dos resultados de seus esforços, fazendo com que eventuais problemas possam ser resolvidos, enquanto ainda é tempo de resolvê-los.

Assim, as três perguntas que guiaram toda a discussão: Como é a nossa escola? Que identidade nossa escola quer construir? Como executar as ações definidas pelo coletivo? - são orientadoras do Projeto Pedagógico e devem ser objeto do processo de avaliação.

9 - Articulação do Projeto com a prática pedagógica

Até o momento, os colegas observaram que o coletivo mergulhou numa série de questionamentos, com vistas à mudança de rumos na unidade escolar. Agora, esses questionamentos servirão de base para a organização pedagógica da escola.

A escola pública necessita de uma gestão que, partindo da construção do Projeto Pedagógico, crie condições para que ela possa alcançar sua finalidade, concretizando sua função social: promoção da cidadania, o desenvolvimento pleno e o sucesso dos alunos. Para que isso seja possível, a escola necessita de um Planejamento, onde organizará seu trabalho e sua prática pedagógica, de modo que as ações implementadas se articulem, promovendo uma educação de qualidade, conforme o proposto, pelo coletivo, no Projeto Pedagógico.

10- Revendo o cotidiano escolar

Ao tempo em que não se falava da construção do Projeto Pedagógico, o Planejamento caracterizava-se por uma atividade quase burocrática: a elaboração dos programas que cada professor iria desenvolver ao longo do ano.

A partir do momento em que as escolas voltaram-se para a construção do Projeto Pedagógico, o Planejamento passou a incluir uma profunda reflexão na montagem dos conteúdos programáticos.
Assim, é preciso termos clareza de que a relação entre o Projeto Pedagógico e o Planejamento é bem próxima, embora tenham eles significados distintos:

- O Projeto Pedagógico busca a construção da identidade da escola; estabelece seu direcionamento; almeja o comprometimento da comunidade escolar com uma visão comum e compartilhada de educação. É, portanto, o norteador de todas as práticas da escola;

- O Planejamento é o processo de uma ação organizada que pretende transformar a escola. Ele tem diferentes abordagens em diferentes partes do país. No sistema escolar público do Estado de São Paulo, recebe a denominação de Plano de Gestão.

11- A função social da escola pública

Para que a gestão do trabalho na escola pública ocorra de forma organizada, é necessário ter-se clareza da sua função social, da sua missão, dos objetivos estratégicos que precisam ser desenvolvidos a fim de que os planos de ação assegurem o sucesso da escola. Algumas definições:

Missão
Define o que a escola é hoje, seu propósito, e como se pretende atuar no seu dia-a-dia. Sintetiza a identidade da escola, sua função social orientando a tomada de decisões e garantindo a unidade e o comprometimento de todos na ação pedagógica. Assim, nossa escola tem por MISSÃO: um ensino de qualidade, garantindo o acesso e permanência dos alunos, formando cidadãos críticos e participantes, capazes de agir para transformar a sociedade.

Objetivos Estratégicos
São situações que a escola pretende atingir num certo prazo. Indicam áreas nas quais a escola concentrará suas preocupações. Refletem as suas prioridades. Representam a escola que temos e definem a escola que queremos construir: melhorando e fortalecendo o relacionamento escola/comunidade; diminuindo o índice geral de reprovação e evasão; promovendo a qualificação dos professores e funcionários; incentivando a convivência democrática na escola.
A partir da MISSÃO e dos OBJETIVOS ESTRATÉGICOS, definidos pela comunidade escolar, é preciso elaborar o Plano de Ação.

Plano de Ação
PLANO DE AÇÃO é o documento que apresenta a forma de operacionalização e de implementação de todas as ações planejadas. Deve conter, no mínimo, as METAS OU OBJETIVOS ESPECÍFICOS, a justificativa, as ações ou estratégias de ações, os responsáveis pela implementação das ações, o período em que elas vão acontecer e os recursos materiais e humanos necessários para a execução dessas ações ou estratégias.

METAS ou OBJETIVOS - Justificativa das Ações - Estratégias - Responsáveis - Período - Recursos

O que fazer?
Por que fazer?
Como fazer?
Quem vai fazer?
Quando?
Com que fazer?

O QUE SÃO METAS?
METAS explicitam os resultados que a escola espera obter após a implementação das AÇÕES. Podem ser mensuradas; podem ser vinculadas a um determinado período de tempo. Por exemplo, aumentar em 20%, até o fim do ano, o índice de aprovação dos alunos da 5ª série.

Pode haver mais de uma META para alcançar um OBJETIVO ESTRATÉGICO.
Exemplo: OBJETIVO ESTRATÉGICO= fortalecer a participação dos pais na escola. META 1 - promover pelo menos duas atividades esportivas com os pais das oitavas séries; META 2- desenvolver pelo menos uma ação pedagógica com pais das primeiras séries do ensino fundamental.

12 - O envolvimento de todos
A construção e a implementação dos planos de ação devem ser compartilhadas por todos os segmentos da escola. Nem todos farão tudo, mas é importante que todos tenham acesso às informações sobre o planejamento e o acompanhamento das ações, evitando-se que alguns pensem e outros façam, sem saber por que o fazem.

13 - Características organizacionais que favorecem o sucesso da escola

14- Relação do Projeto Pedagógico com o Regimento Escolar
As escolas trabalham com grupos heterogêneos. Muitas vezes, a convivência entre os participantes fica comprometida, em decorrência de uma série de mal-entendidos. Por isso, é necessário que as normas sejam muito bem definidas, pelo coletivo. A materialização dessas normas será o Regimento Escolar,cujas diretrizes encontram-se no Projeto Pedagógico.
O cotidiano escolar apresenta, às vezes, situações conflitantes, que se repetem, e que demandam decisões rápidas. O Regimento Escolar é o instrumento que permite à equipe gestora tomar essas decisões, com base nos princípios e normas estabelecidas pelo grupo. Para que o Regimento favoreça essas ações, é necessário que, na elaboração do PP, os problemas do cotidiano sejam abordados. Por exemplo, na questão da disciplina, o Regimento estabelece os direitos e os deveres de todos os segmentos. No entanto, na maioria das vezes, as penalidades são aplicadas apenas aos alunos. O aluno que chega atrasado é punido, o que nem sempre acontece com um professor na mesma situação.


15- Relação do Projeto com a prática pedagógica

A prática pedagógica remete-nos à elaboração do currículo, ao conhecimento selecionado e organizado socialmente, peças fundamentais no processo de aprendizagem. .Por isso, é preciso responder às seguintes perguntas:
- Para quem são selecionados os conteúdos ?
- A quem interessam os conteúdos selecionados?
- Por que alguns conteúdos são selecionados, e outros, não?
- Quem seleciona esses conteúdos?


16- Concluindo

A construção do Projeto Pedagógico é um processo que compreende três momentos distintos e interligados:

- Diagnóstico da realidade da escola;
- Identidade da escola, decorrente do levantamento das concepções do coletivo;
- Programação das ações a serem desenvolvidas pelo coletivo.
Todos esses momentos passam por um processo de avaliação, o que permite ao grupo caminhar do real para o ideal, desenvolvendo as ações possíveis e pertinentes.
Nossa pergunta inicial, "por que construir coletivamente o Projeto Pedagógico?", sempre terá que ser feita, para que as ações não se tornem um mero cumprimento de tarefas.

Este trabalho tomou como base o MODELO III - da coleção Prógestão
de José Vieira de Souza e Juliana Corrêa Marçal







Um comentário:

  1. É tem diretor(a) novato ai que nem sabe fazer
    Fica a dica da moça aí!!
    Muito boa.
    Vou montar pelo q eu li aqui.

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