Hoje começa tudo de novo.
Primeiro dia ,reunião com a direção .
Que Fevereiro seja doce e de muita alegria!!!
FONTE: FOTOS ACHADAS NO GOOGLE
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
HISTORIA DO CARNAVAL
Historia do Carnaval
Festa popular, o carnaval
ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro
carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e
Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal.
Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o
território nacional.
Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Quinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.
O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.
A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.
Período de duração. Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subsequentes chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.
Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".
Entrudo. O entrudo, importado dos Açores, foi o precursor das festas de carnaval, trazido pelo colonizador português. Grosseiro, violento, imundo, constituiu a forma mais generalizada de brincar no período colonial e monárquico, mas também a mais popular. Consistia em lançar, sobre os outros foliões, baldes de água, esguichos de bisnagas e limões-de-cheiro (feitos ambos de cera), pó de cal (uma brutalidade, que poderia cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal-cheirosas as vítimas. Esta estupidez, porém, era tolerada pelo imperador Pedro II e foi praticada com entusiasmo, na Quinta da Boa Vista e em seus jardins, pela chamada nobreza... E foi livre até o aparecimento do lança-perfume, já no século XX, assim como do confete e da serpentina, trazidos da Europa.
O Zé-Pereira. Em todo o Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a pagodeira/dos dias de Carnaval! A peça não passava de uma paródia de Les Pompiers de Nanterre, encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras".
As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.
E foram desaparecendo os disfarces mais famosos do tempo do
império e início da república, como a caveira, o velho, o burro (com orelhões e
tudo), o doutor, o morcego, diabinho e diabão, o pai João, a morte, o príncipe,
o mandarim, o rajá, o marajá. E também fantasias clássicas da commedia
dell’arte italiana, como dominó, pierrô, arlequim e colombina — de largo
emprego entre foliões e que já não tinham razão de ser, depois que a polícia
proibiu o uso de máscaras nos salões e nas ruas... Aliás, desde 1685 as
máscaras ora eram proibidas, ora liberadas. E a proibição era séria, bastando
dizer que as penas, já no século XVII, eram rigorosíssimas: um proclama do
governador Duarte Teixeira Chaves mandava que negros e mulatos mascarados
fossem chicoteados em praça pública, e brancos mascarados fossem degredados
para a Colônia do Sacramento...
Aos poucos, os homens foram preferindo a calça branca e a camisa-esporte, até chegar à bermuda e ao busto nu, mas isso só depois da década de 1950; as mulheres passaram às fantasias mais leves, atingindo, depois, o maiô de duas peças e alguns colares de enfeite, logo o biquíni, o busto descoberto etc.
Bailes de carnaval. O carnaval europeu começou, na rua, com desfiles de disfarces e carros alegóricos; e, em ambiente fechado, com bailes, fantasias e máscaras. O carnaval carioca, certamente o primeiro do Brasil, surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. A festa durou uma semana, do domingo de Páscoa em diante, com desfile de rua, combates, corridas, blocos de sujos e mascarados. Outro carnaval importante foi o de 1786, que coincidiu com as festas para comemorar o casamento de Dom João com a princesa Carlota Joaquina. Mas o primeiríssimo baile de máscaras aconteceu em 22 de janeiro de 1840, no hotel Itália, no largo do Rocio, no mesmo local em que se ergueria depois o teatro e depois cinema São José, na praça Tiradentes, no Rio. A entrada custava dois mil réis, com direito à ceia.
No entanto, a voga dos bailes carnavalescos em casas de espetáculos só se generalizou na década de 1870. Aderiram à moda o teatro Pedro II, o teatro Santana, e aí até os estabelecimentos populares entraram na dança, no Skating Rink, o Clube Guanabara, o Clube do Rio Comprido, a Societé Française de Gymnastique, em teatros que se alinhavam ao lado dos bailes públicos, mas em área social selecionada.
O carnaval se alastra: surgem "arrastados" em casas de família, bailes ao ar livre, bailes infantis e os pré-carnavalescos, bailes em circos, matinês dançantes. Afinal, certos bailes ganharam fama nacional e até internacional, realizados em grandes clubes, hotéis ou teatros: em 1908 houve o primeiro dos bailes do High-Life, que chegaram ao fim nos anos 40; em 1918 iniciou-se a tradição do baile dos Artistas, no teatro Fênix; em 1932, o primeiro grande baile oficializado, o do teatro Municipal, abriu caminho para muitos outros; e logo vieram os do Glória, Palácio Teatro, Copacabana Palace, Palace Hotel, Cassino da Urca, Cassino Atlântico, Cassino Copacabana, Quitandinha (em Petrópolis), Automóvel Clube do Brasil.
Em 1935, o Cordão dos Laranjas construiu um salão, em forma de
navio, que "atracou" na Esplanada do Castelo, e ali se realizariam
alguns dos mais alegres bailes de três ou quatro carnavais. E enquanto o
Municipal iniciava concursos de fantasias de luxo (a princípio só femininas, e,
depois dos anos 50, masculinas), os bailes que atraíam multidões eram os do
Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama, América. Bem familiares em suas
primeiras versões, reunindo a sociedade abastada em trajes de gala, foram-se
tornando cada vez menos bailes de fantasia. Já não se conseguia dançar, apenas
pular, e à casaca e ao smoking juntavam-se o traje-esporte e o mulherio
semidespido. E existiam os bailes gremiais como o das Atrizes, o Vermelho e
Negro, o dos Pierrôs etc.
Banho de mar à fantasia. Nos bailes, as danças variavam, de polca, lundu e tanguinho a sambas, marchinhas, frevos, jongos e cateretês, com todos os participantes cantando, pulando e "fazendo cordão". Já nos banhos de mar à fantasia, porém, os foliões cantavam a plenos pulmões as músicas de sua preferência e também aquelas que eram divulgadas por discos e nos coretos municipais animados por bandas de música.
Os banhos de mar à fantasia criaram hábito no intervalo entre a primeira e a segunda Guerra Mundial. Os blocos e foliões trajavam fantasias de papel crepom e, após desfilarem nas praias, caíam na água, tingindo-a por horas, pois as fantasias de papel desbotavam fortemente. Havia, é claro, outro traje de banho, normal, sob aqueles carnavalescos e efêmeros.
Batalha de confete e corsos. O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas, conduzindo famílias ou grupos de foliões que se sentavam não só nos assentos mas também sobre a capota arriada, sobretudo as moças fantasiadas de saias bem curtas, cantando ou jogando serpentinas e confetes nos pedestres, que se amontoavam nas beiras das calçadas para vê-las passar.
Essa gente motorizada brincava também com os ocupantes dos carros vizinhos e, por vezes, com os veículos rodando lentamente, emendavam o cortejo atirando montes de confete e milhares de metros de serpentina que enlaçavam os carros e se acumulavam no asfalto das avenidas a cada noite. O lança-perfume também era usado em profusão, enquanto a confraternização com os pedestres se ampliava não só através dos jatos de lança-perfume — o que abria caminho para conhecimentos mais íntimos, namoricos etc. — como também de caronas momentâneas na disputa de músicas entoadas por uns e por outros. Cada cidade possuía seu local de corso, e o do Rio de Janeiro ocorria, principalmente, na avenida Rio Branco (antiga avenida Central), mas a certa altura, em vários carnavais o corso se prolongava à avenida Beira-Mar, atingindo o Flamengo e Botafogo até o Pavilhão Mourisco, no final da praia.
Quase conseqüência do corso — que desapareceu com o advento das limusines e carros fechados — as batalhas de confete ocorriam em locais determinados que possuíssem torcidas bairristas organizadas ou blocos fortes para desenvolver a disputa — uma competição de canto, dança na rua e corso (nem sempre). Nas semanas ou meses que antecediam o tríduo de Momo, essas torcidas ou blocos organizavam as festas em que se gastavam quilos de confete e serpentina, litros de lança-perfume, e em que se dava a disputa entre as preferidas de cada agremiação. Tais batalhas se prolongavam, às vezes, até o amanhecer, algumas superando a empolgação dos dias de carnaval "legítimo". Pois ali se exibiam os blocos, os ranchos e os foliões avulsos.
Blocos, ranchos, grandes sociedades. No carnaval de rua era comum o "trote" e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. Tais agremiações se chamavam Tenentes do Diabo, Pierrôs da Caverna, Clube dos Democráticos, Fenianos, Congresso dos Fenianos, Clube dos Embaixadores etc.
A grande concentração popular se fazia na avenida Rio Branco, da Cinelândia até a rua do Ouvidor. A classe média alta preferia as imediações do Jóquei Clube, entre a avenida Almirante Barroso e a rua Araújo Porto Alegre. Alguns levavam seus próprios assentos, cadeiras e banquinhos, mais tarde substituídos por palanques e arquibancadas montados pela prefeitura. A segunda-feira era célebre não só pelo desfile de ranchos — que usavam fogos de artifícios coloridos –, mas também porque os freqüentadores do baile do Municipal eram observados pelo populacho, que ia admirar-lhes as fantasias. A Galeria Cruzeiro, hoje edifício Av. Central, era o ponto focal do trecho entre a rua São José e a avenida Almirante Barroso, a área de maior animação dos carnavalescos tradicionais, que cantavam e dançavam ao som das músicas lançadas nos palcos dos teatros de revista e nas emissoras de rádio.
Escolas de samba. As "escolas de samba" nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negros. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. Para a formação desses redutos contribuiu decisivamente a migração de populações rurais nordestinas, que, atraídas para a capital em fins do século XIX, introduziram um mínimo de organização e de sentido grupal ao carnaval carioca, até então herdeiro do entrudo português.
Banho de mar à fantasia. Nos bailes, as danças variavam, de polca, lundu e tanguinho a sambas, marchinhas, frevos, jongos e cateretês, com todos os participantes cantando, pulando e "fazendo cordão". Já nos banhos de mar à fantasia, porém, os foliões cantavam a plenos pulmões as músicas de sua preferência e também aquelas que eram divulgadas por discos e nos coretos municipais animados por bandas de música.
Os banhos de mar à fantasia criaram hábito no intervalo entre a primeira e a segunda Guerra Mundial. Os blocos e foliões trajavam fantasias de papel crepom e, após desfilarem nas praias, caíam na água, tingindo-a por horas, pois as fantasias de papel desbotavam fortemente. Havia, é claro, outro traje de banho, normal, sob aqueles carnavalescos e efêmeros.
Batalha de confete e corsos. O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas, conduzindo famílias ou grupos de foliões que se sentavam não só nos assentos mas também sobre a capota arriada, sobretudo as moças fantasiadas de saias bem curtas, cantando ou jogando serpentinas e confetes nos pedestres, que se amontoavam nas beiras das calçadas para vê-las passar.
Essa gente motorizada brincava também com os ocupantes dos carros vizinhos e, por vezes, com os veículos rodando lentamente, emendavam o cortejo atirando montes de confete e milhares de metros de serpentina que enlaçavam os carros e se acumulavam no asfalto das avenidas a cada noite. O lança-perfume também era usado em profusão, enquanto a confraternização com os pedestres se ampliava não só através dos jatos de lança-perfume — o que abria caminho para conhecimentos mais íntimos, namoricos etc. — como também de caronas momentâneas na disputa de músicas entoadas por uns e por outros. Cada cidade possuía seu local de corso, e o do Rio de Janeiro ocorria, principalmente, na avenida Rio Branco (antiga avenida Central), mas a certa altura, em vários carnavais o corso se prolongava à avenida Beira-Mar, atingindo o Flamengo e Botafogo até o Pavilhão Mourisco, no final da praia.
Quase conseqüência do corso — que desapareceu com o advento das limusines e carros fechados — as batalhas de confete ocorriam em locais determinados que possuíssem torcidas bairristas organizadas ou blocos fortes para desenvolver a disputa — uma competição de canto, dança na rua e corso (nem sempre). Nas semanas ou meses que antecediam o tríduo de Momo, essas torcidas ou blocos organizavam as festas em que se gastavam quilos de confete e serpentina, litros de lança-perfume, e em que se dava a disputa entre as preferidas de cada agremiação. Tais batalhas se prolongavam, às vezes, até o amanhecer, algumas superando a empolgação dos dias de carnaval "legítimo". Pois ali se exibiam os blocos, os ranchos e os foliões avulsos.
Blocos, ranchos, grandes sociedades. No carnaval de rua era comum o "trote" e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. Tais agremiações se chamavam Tenentes do Diabo, Pierrôs da Caverna, Clube dos Democráticos, Fenianos, Congresso dos Fenianos, Clube dos Embaixadores etc.
A grande concentração popular se fazia na avenida Rio Branco, da Cinelândia até a rua do Ouvidor. A classe média alta preferia as imediações do Jóquei Clube, entre a avenida Almirante Barroso e a rua Araújo Porto Alegre. Alguns levavam seus próprios assentos, cadeiras e banquinhos, mais tarde substituídos por palanques e arquibancadas montados pela prefeitura. A segunda-feira era célebre não só pelo desfile de ranchos — que usavam fogos de artifícios coloridos –, mas também porque os freqüentadores do baile do Municipal eram observados pelo populacho, que ia admirar-lhes as fantasias. A Galeria Cruzeiro, hoje edifício Av. Central, era o ponto focal do trecho entre a rua São José e a avenida Almirante Barroso, a área de maior animação dos carnavalescos tradicionais, que cantavam e dançavam ao som das músicas lançadas nos palcos dos teatros de revista e nas emissoras de rádio.
Escolas de samba. As "escolas de samba" nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negros. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. Para a formação desses redutos contribuiu decisivamente a migração de populações rurais nordestinas, que, atraídas para a capital em fins do século XIX, introduziram um mínimo de organização e de sentido grupal ao carnaval carioca, até então herdeiro do entrudo português.
No entanto, a denominação "escola" só vai surgir em
1928, com a criação da Deixa Falar, no bairro do Estácio. Ismael Silva
(1905-1978), seu fundador, explicava o termo como decorrência da proximidade da
Escola Normal, no mesmo bairro, o que fazia os sambistas locais serem tratados
de "professor" ou "mestre". Posteriormente surgem diversas
outras escolas, entre as quais Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca. No
começo, pouco se distinguiam dos blocos e cordões, com ausência de sentido
coreográfico e sem qualquer caráter competitivo. Com o tempo, transformam-se em
associações recreativas, abertas, cuja finalidade maior é competir nos desfiles
carnavalescos, transformados em atração máxima do turismo carioca. De tal forma
agigantam-se, que seus encargos — a partir da década de 1960 — equivalem aos de
uma empresa, o que as obriga a funcionar por todo o ano, promovendo rodas de
samba e "ensaios" com entrada paga, maneira de amenizarem os gastos
decorrentes da preparação dos desfiles.
Com a oficialização dos desfiles, a partir de 1935, as escolas passam a receber subsídios da prefeitura, transformando-se, a partir de 1952, em sociedades civis, com regulamento e sede, elegendo periodicamente suas diretorias, inclusive um diretor de bateria, que comanda os instrumentos de percussão, e um diretor de harmonia, responsável pelo entrosamento de canto e orquestra. A escola desfila precedida de um abre-alas (faixa que pede passagem e anuncia o enredo) e da comissão de frente (dez a quinze sambistas, representando simbolicamente a diretoria da escola). A seguir, pastoras (antigas dançarinas dos ranchos), fazendo evoluções; mestre-sala e porta-bandeira; destaques; academia (coro masculino e bateria). O restante divide-se em alas, geralmente com coreografias especiais, e carros alegóricos. Apresentam sempre um tema nacional — lenda ou fato histórico — expresso no samba-enredo, base de todo o desfile.
Até 1932, quando foi organizado o primeiro desfile, as escolas limitavam-se a percorrer livremente as ruas, acompanhadas por populares. Naquele ano, o jornal Mundo Esportivo organizou um desfile na praça Onze, de que participaram dezenove escolas, saindo vitoriosa a Estação Primeira de Mangueira. No ano seguinte o número de concorrentes subiu para 29 e o desfile foi promovido pelo jornal O Globo, saindo vitoriosa novamente a Mangueira. Em 1934, ano em que foi fundada a União Geral das Escolas de Samba, a competição foi realizada no dia 20 de janeiro, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto, e a Mangueira alcançou o tricampeonato.
Com a oficialização dos desfiles, a partir de 1935, as escolas passam a receber subsídios da prefeitura, transformando-se, a partir de 1952, em sociedades civis, com regulamento e sede, elegendo periodicamente suas diretorias, inclusive um diretor de bateria, que comanda os instrumentos de percussão, e um diretor de harmonia, responsável pelo entrosamento de canto e orquestra. A escola desfila precedida de um abre-alas (faixa que pede passagem e anuncia o enredo) e da comissão de frente (dez a quinze sambistas, representando simbolicamente a diretoria da escola). A seguir, pastoras (antigas dançarinas dos ranchos), fazendo evoluções; mestre-sala e porta-bandeira; destaques; academia (coro masculino e bateria). O restante divide-se em alas, geralmente com coreografias especiais, e carros alegóricos. Apresentam sempre um tema nacional — lenda ou fato histórico — expresso no samba-enredo, base de todo o desfile.
Até 1932, quando foi organizado o primeiro desfile, as escolas limitavam-se a percorrer livremente as ruas, acompanhadas por populares. Naquele ano, o jornal Mundo Esportivo organizou um desfile na praça Onze, de que participaram dezenove escolas, saindo vitoriosa a Estação Primeira de Mangueira. No ano seguinte o número de concorrentes subiu para 29 e o desfile foi promovido pelo jornal O Globo, saindo vitoriosa novamente a Mangueira. Em 1934, ano em que foi fundada a União Geral das Escolas de Samba, a competição foi realizada no dia 20 de janeiro, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto, e a Mangueira alcançou o tricampeonato.
O modelo se estendeu a todas as capitais brasileiras, excetuando-se duas: Salvador da Bahia e o conjunto Recife-Olinda, em Pernambuco.
Carnaval de Pernambuco e Bahia. O carnaval pernambucano, especialmente em Olinda e Recife, é um dos mais animados do país, e essa característica cresceu paralelamente à extinção do carnaval de rua na maior parte das cidades brasileiras, por causa do desfile das escolas de samba. As principais atrações do carnaval pernambucano — cujos bailes também são os mais animados — são, na rua, o frevo, o maracatu, as agremiações de caboclinhos, a imensa participação popular nos blocos (reminiscências modernizadas dos antigos "cordões") e os clubes de frevo. Em Recife e Olinda os foliões cantam e dançam, mesmo sem uniformes ou fantasias, ao som das orquestras e bandas que fazem a festa. Os conjuntos de frevo mais animados são os Vassourinhas, Toureiros, Lenhadores e outros.
Lembrando, pela cadência, os velhos ranchos, os maracatus estão ligados às tradições afro-brasileiras. Já os caboclinhos constituem outro tipo de agremiação folclórica, cujos desfiles são apenas vistos e aplaudidos.
A outra cidade em que a participação popular é costumeira, e onde todos cantam, dançam e brincam é Salvador. Uma invenção surgida na década de 1970 e que, à diferença do frevo, conseguiu contagiar outros estados e cidades, foi o trio elétrico — um caminhão monumental no qual se instalam aparelhos de som, equipados com poderosos alto-falantes que reproduzem continuamente as composições carnavalescas gravadas. Há ainda, como em Recife e Olinda, muitos populares que improvisam fantasias simples mas também adotam a postura galhofeira e vestem os disfarces de cinqüenta ou cem anos atrás. Tudo isto traduz bem o espírito momesco irreverente que impele a multidão à descontração total.
Músicas de carnaval. Durante o império, as músicas cantadas no período carnavalesco, no Brasil, eram árias de operetas, depois lundus, tanguinhos, polcas e até valsas. No início do século XX, predominaram, nas ruas, as cantigas de cordões e ranchos e, nos bailes, chorinhos lentos, polcas-chulas, marchas, fados, polcas-tangos, toadas e canções. Logo após a primeira guerra mundial, os palcos dos teatros-de-revista tornaram-se os lançadores das músicas de carnaval e iniciou-se, então, o domínio das marchinhas, maxixes, marchas-chulas, cateretês e batucadas. E também do samba, que, na era do rádio, entre 1930 e 1960, dividiu os louros com a marchinha, embora às vezes cedesse ao sucesso de um jongo, de uma valsa ou de uma batucada. O samba, nos salões e na rua, era absoluto. Mas desde fins do decênio de 1960, com a consolidação do desfile das escolas de samba, o samba e a marcha mergulharam no ostracismo, trocados pelo samba-enredo das escolas de samba.
O
Carnaval
O
Carnaval brasileiro é originário do entrudo português, um conjunto de
brincadeiras de rua em que as pessoas atiram água, farinha, ovos podres umas
nas outras. Essa festa acontecia na época anterior à Quaresma.
Trazido
para o Brasil no século XVII, o entrudo sofreu influências dos carnavais de
países europeus, como Itália e França, a partir do século XIX. Foi quando as
máscaras, as fantasias e os personagens, como o pierrô, a colombina e o Rei
Momo, entraram para a festa brasileira. Nesta época surgem, também, os
primeiros blocos, cordões- desfiles de carros alegóricos. A partir daí, a festa
vai ganhando força e chega praticamente todas as regiões brasileiras. Ano após
ano, o repertório musical que embala a folia vai aumentando, ganhando novas
cantigas e ritmos, como as famosas marchinhas.
Em
1928, no Rio de janeiro, sai a primeira escola de samba, chamada Deixa
Falar, criada pelo sambista Ismael Silva. Do Rio esse modelo de desfile
se espalha para outras cidades.
A
tradição do Carnaval de rua, onde todos podem participar, não desaparece. Ela
permanece forte no Nordeste, onde se destacam o frevo e o maracatu. Em
Salvador, há trios elétricos e blocos de rua.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O jeito mineiro de ser
O jeito mineiro de ser é o quê? E por quê? O ser mineiro é
um modo particular de ser que se pode descrever, mas que é difícil de se
entender. É mais para calado que falante. Quem fala muito dá bom dia a cavalo,
dizia a minha mãe para conter o meu ímpeto falatório. Quem fala se expõe, se
arrisca, pode parecer bobo, meio idiota, exibido, ridículo. Mineiro morre de
medo do ridículo, de ser gozado, criticado. Quer matar um mineiro? Ria dele!
Por isso todo mineiro toma a iniciativa da gozação. Chega, fica num canto e
arranja logo alguém pra gozar. É capaz de tomar a iniciativa de gozar a si
próprio para não ser gozado por outrem. Falar mal de alguém é um modo de se
proteger da fala do outro. Mas falar mal pode ate ser um modo de falar bem,
porque o pior é não ser falado. Cair no ouvido.
Fica calado e fica quieto, gesticular também não dá, pode
parecer espalhafato, teatro, representação. Quem se mexe desperta atenção,
instiga a caça, fica vulnerável, na mira do ataque. Ficar quieto, fingir de
morto, no silêncio, na tocaia de si próprio, protegido do outro. Mineiro que
veio do mato sabe de caça e de caçador. Milton já cantou o “Caçador de Mim”.
Mineiro não abre a guarda, não mostra a casa, não exibe a
riqueza, não grita da janela, não sai correndo de jeito nenhum. Chega devagar,
fica devagar, e sai mais devagar ainda. Tem que se proteger de algo.
Mineiro olha por cima, mas não de cima. Mineiro falante veio
de fora. Mineiro direto, aberto, agressivo, é desvio de rota, não é caminho
normal. Mineiro é ético, não se arrisca no roubo, no assalto, na aventura. O
erro pode não dar certo. Mineiro é mais da ordem, do caminho percorrido,
conhecido, estabelecido. É mais status quo que mudança de status. É mais terno
que manga curta, mais sapato que tênis, mais automóvel que carro esporte. Mais
casamento que caso fora de casa. Mais café preto que chás variados.
Já a mineira é tudo isso que o mineiro e muito mais. Se pede
com o olhar, se esconde na recusa. É mãe mesmo quando não tem filhos. Até os 20
é um pecado, depois é muito mais. Transpira todos os pecados numa virtude só.
Surpreende depois te esquece. Te ama com paixão depois te deixa sem dó nem
piedade. Basta por os óculos escuros ou mesmo ray-ban que vira outra pessoa,
sem remorso. Porque a mineira não se reduz ao mineiro, foi muito além. Mineira
é ótima, diferente dos demais seres humanos, vem de um fundo que ninguém sabe,
de um interior que não tem mapa, fronteiras desconhecidas.
E tudo isso pode ser visto e sentido, não explicado. Pode
ser descrito mas não fundamentado. É porque veio do interior ou nunca saiu de
lá. É porque sempre foi camponês e se escondeu detrás das serras e dos montes.
É porque foi judeu novo, migrante corrido, foragido desconfiado do que chega
atrás de suas origens. É porque teme a Deus e conversa com o diabo. É porque
não tem certeza do certo e duvida até do duvidado. Gosta do reverso e começa
tudo pelo contrário torcendo para dar certo. É porque se ri do moderno é porque
sabe que tudo no fundo é mesmo muito antigo, sempre renovado.
Mas porque tudo isso, de onde veio e para onde vai? Ninguém
vai saber por que não se fala, se olha e se ri como se tudo já tivesse sido
dito. O sabido do ignorado.
Se um dia o Brasil acabar, Minas continua. Tem horizonte
para tal, tem substância. Para durar, tem ainda muitos casos para contar,
distancia a percorrer, pecados a espiar, contas para fazer, saudades a matar.
Minas vive em dívida consigo mesma, fazendo promessas para
pagar. É sua forma de ser eterna nesse trivial do cotidiano. Vive sangrando
minério, exportando seu ser para o mundo, em silenciosos trens que não param de
ir sem nunca mais voltar. Levando Itabirito, Itabira, Conselheiro Lafaiete.
Montanhas. Minas é o único lugar do mundo que exporta montanhas e não fica
rica.
Por tudo isso é que quando tenho vontade de rever o Brasil
vou a Minas Gerais. (…) E volto cheio de mim, carregado de coisas, como se
tivesse mergulhado no tempo e me perdido no espaço, virado de repente um ser
planetário vivendo no interior do mundo.
Minas para mim tem várias cidades e poucos endereços: é
Bocaiúva, Neves e Belo Horizonte. É rua Ouro Preto e Ceará. A primeira mudou de
nome, na segunda sumiram com minha casa. Minas na verdade hoje é mil amigos que
não vejo e minha mãe. Bença mãe!
Herbert de Souza, o Betinho
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
RESOLUÇÃO SEE Nº 2.253, DE 9 DE JANEIRO DE 2013
RESOLUÇÃO
SEE Nº 2.253, DE 9 DE JANEIRO DE 2013
DA
DESIGNAÇÃO
Art.41 Não
haverá abertura de inscrição para candidatos à designação na rede estadual de
ensino em 2013, prevalecendo a listagem que vigorou em 2011 e 2012.
Art.42 Onde
houver necessidade de designação, esta será processada observada a seguinte
ordem de prioridade:
I -
candidato habilitado, concursado para o município ou SRE e ainda não nomeado,
obedecida a ordem de classificação no concurso;
II -
candidato habilitado, concursado para outro município ou outra SRE e ainda não
nomeado, obedecido o número de pontos obtidos no concurso,
promovendo-se
o desempate pela idade maior;
III -
professor designado habilitado e servidores designados para outras funções, com
vínculo em 31 de dezembro de 2012, que terão renovada a
designação
na mesma escola ou na SRE, no caso de ANE/Inspetor Escolar, desde que
comprovem, no mínimo, 90 (noventa) dias de efetivo exercício
em 2012, na
mesma função e componente curricular, observados o número de vagas existentes e
a ordem de classificação na listagem que vigorou
em 2011 e
2012;
IV -
candidato habilitado, obedecida a ordem de classificação na listagem geral do
município utilizada em 2011 e 2012;
V- candidato
habilitado, que não consta da listagem geral de candidatos habilitados do
município utilizada em 2011 e 2012;
VI -
candidato não habilitado, obedecida a ordem de classificação na listagem geral
do município utilizada em 2011 e 2012.
§ 1º O
disposto no inciso III deste artigo somente se aplica após a designação de
candidatos concursados e exclusivamente para designações com
início até
1º de abril de 2013.
§ 2º O
professor e o especialista em educação (Supervisor Pedagógico) designados que
atuaram nos três primeiros anos do ensino fundamental do
ciclo
inicial de alfabetização em escolas com mais de 30% (trinta por cento) de
alunos com baixo desempenho na avaliação censitária realizada em
2012, perdem
a prerrogativa estabelecida no inciso III deste artigo.
§ 3º O
candidato designado na forma prevista no inciso III deste artigo fica obrigado
a apresentar, no ato da designação, novo Exame Médico Pré-
Admissional,
realizado na Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional –
SCPMCO/SEPLAG, caso tenha se afastado para tratamento
de saúde por
período superior a 15 (quinze) dias consecutivos ou não nos últimos 12 (doze)
meses.
§ 4º Na
hipótese de comparecimento de mais de um candidato na condição a que se refere
o inciso V, eles serão classificados utilizando os critérios
estabelecidos
na Resolução SEE nº 1.724, publicada no “Minas Gerais” de 13 de novembro de
2010.
Art.43 A
condição de prioridade como candidato concursado de que tratam os incisos I e
II do artigo anterior somente se aplica aos aprovados em
concursos
públicos homologados e que estejam dentro do prazo de validade na data da
designação.
Art.44 A
designação será processada diretamente nas escolas, nos dias e horários
determinados no edital divulgado na escola, na SRE e em outro local previamente
definido.
Art.45 Ao
professor habilitado já designado para número de aulas inferior a 16
(dezesseis) aulas, devem ser oferecidas as aulas do mesmo componente curricular
que surgirem na escola, até completar o cargo, antes de sua divulgação para
designação de outro candidato.
Quer saber
mais?
Confira no
site da Imprensa Oficial de Minas Gerais - IOMG a Resolução SEE Nº 2 .253, de 9
de Janeiro de 2013
Resolução
SEE Nº 2 .253, de 9 de Janeiro de 2013 - Completa
Página 11
http://jornal.iof.mg.gov.br/xmlui/handle/123456789/83057
Página 12
http://jornal.iof.mg.gov.br/xmlui/handle/123456789/83058
Página 13
http://jornal.iof.mg.gov.br/xmlui/handle/123456789/83059
Página 14
http://jornal.iof.mg.gov.br/xmlui/handle/123456789/83060
sábado, 19 de janeiro de 2013
BOA NOITE
AMIGOS QUE VISITAM MEU BLOG
É o seguinte ,estou saindo de férias hoje e só volto no dia 28/01.
Meu blog vai ficar parado por esses dias ,pois eu não vou levar o not ,por que eu não sei mexer .rsrsrs
Espero ser um passeio maravilhoso .
Beijos
VITÓRIA MARUGEIRO
É o seguinte ,estou saindo de férias hoje e só volto no dia 28/01.
Meu blog vai ficar parado por esses dias ,pois eu não vou levar o not ,por que eu não sei mexer .rsrsrs
Espero ser um passeio maravilhoso .
Beijos
VITÓRIA MARUGEIRO
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
Janeiro de 2013 já chegou. E a obrigatoriedade de seguir as regras do novo Acordo Ortográfico, que entraria em vigor no primeiro dia do ano, foi adiada para o início de 2016. Tudo por conta do decreto 7.875, assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União de 28 de dezembro de 2012, determinando que as duas formas de escrita coexistirão até 31 de dezembro de 2015, período ampliado de transição, onde serão consideradas corretas as grafias 'assembléia' e 'assembleia', por exemplo. Mas, nesse contexto, como ficam os concurseiros?
Segundo especialistas entrevistados pela FOLHA DIRIGIDA, a resposta é simples. Não há controvérsia. As bancas examinadoras dos concursos públicos continuarão a aceitar as duas regras ortográficas, bem como os demais setores da Educação, como nas correções de provas escolares, de vestibulares e do Enem. As organizadoras dos certames que, antes da publicação do decreto, divulgaram seus editais já cobrando o novo Acordo nas avaliações que serão aplicadas nos próximos meses terão de retificar os documentos.
Foi exatamente o que fez o Cespe/UnB. Na última semana, a organizadora de Brasília publicou edital comunicando aos candidatos do concurso do Ibama que serão aceitas as duas formas ortográficas na prova discursiva. O Centro de Seleção tomou este cuidado extra - na verdade, uma demonstração de respeito aos candidatos. Mas, a bem da verdade, sequer é preciso retificar o documento, se a cobrança prevista no edital indicar a Ortografia Oficial. É o que explica o professor Romulo Bolívar, dos cursos PLA, Sem Dúvidas e Degrau Cultural.
"Acordo Ortográfico não é conteúdo, por isso, apesar de algumas bancas o assinalarem, ele não precisa ser explicitado em edital. Se a examinadora simplesmente indicar a Ortografia Oficial, em tempos de uso facultativo, ambas as regras podem ser cobradas. Valerá o tipo de pergunta, por exemplo: 'De acordo com as novas regras de acentuação, está correta a opção:...' Em geral, as organizadoras indicam a Ortografia Oficial entre os itens do edital; redigem todas as questões e seus textos, de acordo com a nova reforma; não fazem perguntas polêmicas sobre o tema, justamente para evitar problemas. E, na hora da redação, permitem ao candidato usar a regra que bem entender, contanto que não erre nas duas maneiras. Acredite, há quem consiga esta proeza", revela Rômulo.
O professor de Português para concursos, Márcio Coelho, concorda que as bancas organizadoras têm dado liberdade ao candidato de empregar a teoria tradicional ou o novo Acordo. Mas adverte para um cuidado que os concurseiros devem tomar. "Não se admite, coerentemente, que se empreguem os dois casos ao mesmo tempo. Na prova objetiva é que notamos algumas diferenças: existem bancas que já estão cobrando o novo Acordo, e bancas que ainda não aderiram a ele estão se esquivando dos casos em que houve alteração; vemos, assim, que está prevalecendo o bom-senso".
Novo acordo adiado, mais tempo para estudar. Será?
O concurseiro ainda pode estar se perguntando se é melhor adiar o estudo da nova ortografia e focar na tradicional, mais inserida nas atividades do cotidiano. Conforme os especialistas, não há tempo a perder no aprendizado das novas regras, já que elas podem ser cobradas nas provas objetivas. Essa é a orientação da professora de Língua Portuguesa e Redação, Lilian Furtado.
"As duas ortografias são oficiais e o candidato deve saber as duas, caso no edital venha apenas Ortografia Oficial. Algumas bancas, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), já cobraram em questões objetivas as novas regras. Dentre as grafias que mais geram dúvidas está o uso do hífen, que para uma prova objetiva pode complicar se o candidato não conhecer bem as mudanças. Nas provas de redação isso não tem sido um problema quando o candidato opta por seguir apenas uma regra".
O professor Márcio Coelho também considera importante o estudo do acento gráfico. Segundo ele, os candidatos devem ter atenção especial às palavras mais usuais que apresentaram mudanças. "É preciso cuidado, por exemplo, com ideia, joia, voo, porque instintivamente, na hora da prova, é normal colocar acento em todas elas".
Um Acordo em desacordo, que ainda gera dúvidas
O novo Acordo substitui apenas 0,5% de termos e grafias usados no Brasil, a fim de unificar as normas da Língua Portuguesa entre os países que a utilizam: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A ideia é facilitar o intercâmbio entre estes países e fortalecer o idioma perante as demais nações. Apenas Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento.
No Brasil, apesar de ser utilizado desde 2008 pelos setores público e privado, com a devida adequação dos livros didáticos em 2009, o acordo já estava fadado a causar polêmica devido a alguns setores da política nacional discordarem do prazo de adaptação às novas regras. Além disso, são propostas audiências com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa, e uma discussão mais ampla sobre as novas regras.
A decisão pelo adiamento da obrigatoriedade de adoção do Acordo envolveu técnicos do Ministério da Educação, da Casa Civil e do Ministério de Relações Exteriores (MRE), que acharam por bem estender este prazo, seguindo o exemplo de alguns países, como Portugal, que concedeu seis anos para estabelecer o novo Acordo Ortográfico. Para Rômulo Bolívar, durante a história da Língua Portuguesa, várias foram as motivações para os acordos que existiram, como a de reconstituir a escrita da época clássica, ou de aproximá-la da fala:
"Especialistas têm feito críticas pertinentes ao Acordo, mas a maioria das pessoas que quer derrubá-lo não sabe o que diz. Muitos, por exemplo, já não sabiam usar o hífen antes. E agora, com o Acordo, se depararam com a necessidade de aprender as regras, por isso se desesperam". O adiamento para 2016 pode abrir precedentes para que novas normas sejam propostas e ainda as atuais excluídas, já que diversos setores não foram ouvidos na discussão da nova ortografia. Segundo o professor Márcio o novo acordo ortográfico tem sido mal compreendido por pessoas que não estão acostumadas a dar aulas.
"Alguns até falam em reforma da Língua Portuguesa. O que houve, na verdade, foi apenas um acordo entre os países lusófonos na tentativa de unificar as regras ortográficas. É claro que poderiam ter modificado muito mais, no entanto, para começar, está bom. Um dos casos mais polêmicos é o emprego do hífen, mas só fala mal do acordo quem nunca ensinou, por exemplo, as regras do hífen. Antes, para apenas um dos casos, tínhamos de decorar mais ou menos 100 prefixos; hoje, com cinco regras, resolvem-se todos os casos relativos ao tema", explica.
FONTE: FOLHA DIRIGIDA
PROFESSORES SOLIDÁRIOS
Segundo especialistas entrevistados pela FOLHA DIRIGIDA, a resposta é simples. Não há controvérsia. As bancas examinadoras dos concursos públicos continuarão a aceitar as duas regras ortográficas, bem como os demais setores da Educação, como nas correções de provas escolares, de vestibulares e do Enem. As organizadoras dos certames que, antes da publicação do decreto, divulgaram seus editais já cobrando o novo Acordo nas avaliações que serão aplicadas nos próximos meses terão de retificar os documentos.
Foi exatamente o que fez o Cespe/UnB. Na última semana, a organizadora de Brasília publicou edital comunicando aos candidatos do concurso do Ibama que serão aceitas as duas formas ortográficas na prova discursiva. O Centro de Seleção tomou este cuidado extra - na verdade, uma demonstração de respeito aos candidatos. Mas, a bem da verdade, sequer é preciso retificar o documento, se a cobrança prevista no edital indicar a Ortografia Oficial. É o que explica o professor Romulo Bolívar, dos cursos PLA, Sem Dúvidas e Degrau Cultural.
"Acordo Ortográfico não é conteúdo, por isso, apesar de algumas bancas o assinalarem, ele não precisa ser explicitado em edital. Se a examinadora simplesmente indicar a Ortografia Oficial, em tempos de uso facultativo, ambas as regras podem ser cobradas. Valerá o tipo de pergunta, por exemplo: 'De acordo com as novas regras de acentuação, está correta a opção:...' Em geral, as organizadoras indicam a Ortografia Oficial entre os itens do edital; redigem todas as questões e seus textos, de acordo com a nova reforma; não fazem perguntas polêmicas sobre o tema, justamente para evitar problemas. E, na hora da redação, permitem ao candidato usar a regra que bem entender, contanto que não erre nas duas maneiras. Acredite, há quem consiga esta proeza", revela Rômulo.
O professor de Português para concursos, Márcio Coelho, concorda que as bancas organizadoras têm dado liberdade ao candidato de empregar a teoria tradicional ou o novo Acordo. Mas adverte para um cuidado que os concurseiros devem tomar. "Não se admite, coerentemente, que se empreguem os dois casos ao mesmo tempo. Na prova objetiva é que notamos algumas diferenças: existem bancas que já estão cobrando o novo Acordo, e bancas que ainda não aderiram a ele estão se esquivando dos casos em que houve alteração; vemos, assim, que está prevalecendo o bom-senso".
Novo acordo adiado, mais tempo para estudar. Será?
O concurseiro ainda pode estar se perguntando se é melhor adiar o estudo da nova ortografia e focar na tradicional, mais inserida nas atividades do cotidiano. Conforme os especialistas, não há tempo a perder no aprendizado das novas regras, já que elas podem ser cobradas nas provas objetivas. Essa é a orientação da professora de Língua Portuguesa e Redação, Lilian Furtado.
"As duas ortografias são oficiais e o candidato deve saber as duas, caso no edital venha apenas Ortografia Oficial. Algumas bancas, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), já cobraram em questões objetivas as novas regras. Dentre as grafias que mais geram dúvidas está o uso do hífen, que para uma prova objetiva pode complicar se o candidato não conhecer bem as mudanças. Nas provas de redação isso não tem sido um problema quando o candidato opta por seguir apenas uma regra".
O professor Márcio Coelho também considera importante o estudo do acento gráfico. Segundo ele, os candidatos devem ter atenção especial às palavras mais usuais que apresentaram mudanças. "É preciso cuidado, por exemplo, com ideia, joia, voo, porque instintivamente, na hora da prova, é normal colocar acento em todas elas".
Um Acordo em desacordo, que ainda gera dúvidas
O novo Acordo substitui apenas 0,5% de termos e grafias usados no Brasil, a fim de unificar as normas da Língua Portuguesa entre os países que a utilizam: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A ideia é facilitar o intercâmbio entre estes países e fortalecer o idioma perante as demais nações. Apenas Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento.
No Brasil, apesar de ser utilizado desde 2008 pelos setores público e privado, com a devida adequação dos livros didáticos em 2009, o acordo já estava fadado a causar polêmica devido a alguns setores da política nacional discordarem do prazo de adaptação às novas regras. Além disso, são propostas audiências com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa, e uma discussão mais ampla sobre as novas regras.
A decisão pelo adiamento da obrigatoriedade de adoção do Acordo envolveu técnicos do Ministério da Educação, da Casa Civil e do Ministério de Relações Exteriores (MRE), que acharam por bem estender este prazo, seguindo o exemplo de alguns países, como Portugal, que concedeu seis anos para estabelecer o novo Acordo Ortográfico. Para Rômulo Bolívar, durante a história da Língua Portuguesa, várias foram as motivações para os acordos que existiram, como a de reconstituir a escrita da época clássica, ou de aproximá-la da fala:
"Especialistas têm feito críticas pertinentes ao Acordo, mas a maioria das pessoas que quer derrubá-lo não sabe o que diz. Muitos, por exemplo, já não sabiam usar o hífen antes. E agora, com o Acordo, se depararam com a necessidade de aprender as regras, por isso se desesperam". O adiamento para 2016 pode abrir precedentes para que novas normas sejam propostas e ainda as atuais excluídas, já que diversos setores não foram ouvidos na discussão da nova ortografia. Segundo o professor Márcio o novo acordo ortográfico tem sido mal compreendido por pessoas que não estão acostumadas a dar aulas.
"Alguns até falam em reforma da Língua Portuguesa. O que houve, na verdade, foi apenas um acordo entre os países lusófonos na tentativa de unificar as regras ortográficas. É claro que poderiam ter modificado muito mais, no entanto, para começar, está bom. Um dos casos mais polêmicos é o emprego do hífen, mas só fala mal do acordo quem nunca ensinou, por exemplo, as regras do hífen. Antes, para apenas um dos casos, tínhamos de decorar mais ou menos 100 prefixos; hoje, com cinco regras, resolvem-se todos os casos relativos ao tema", explica.
FONTE: FOLHA DIRIGIDA
PROFESSORES SOLIDÁRIOS
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